20 março 2012

Das mulheres que são mães...

Há uns anos atrás falava com uma das irmãs da minha cunhada e já não sei a que propósito ela disse a frase "Quando eu era assim como vocês, que não era mãe!", aquilo caiu-me do pior, como se só fossemos mulheres quando somos mães...
Mas hoje eu sou mãe e estou numa formação e tem aqui uma mulher de uns 40 anos, linda, arranjada e elegantérrima e o meu primeiro pensamento foi "não tem filhos de certeza!"...

 

E depois começamos a falar e está aqui outra mulher cheia de "mau aspecto" (olheirenta e vestida sempre de castanho e cinzento) e essa diz que tem um filho com 6 meses...  
E eu penso primeiro que devo ter tão mau aspecto como ela, mesmo com todas as minhas tentativas para parecer arranjada... 
E depois penso que os filhos nos consomem ao máximo, que nos roubam a vontade de nos arranjarmos, que passam a ser o centro do nosso mundo e é mais importante brincar com eles e correr para os braços deles ao final do dia do que gastar esse tempo no ginásio ou na depilação...
Deixamos de ser a nossa principal prioridade e passamos a centrar-nos naquele pequeno ser que nos enche os dias e nos faz esquecer que não gostamos do nosso aspecto nem do nosso corpo!
Só que há vida lá fora e quando vimos trabalhar somos confrontados com isso e não podemos dar-nos ao luxo de vir de chinelos e pijama...
Não estou com isto a dizer que ter filhos é mau, que não queria ter o que tenho, ou que preferia tratar de mim e ir ao ginásio... Estou só a fazer uma constatação do que é a vida... 
E quando vejo uma mãe com um filho de 6 meses a dizer que em vez de o ir buscar às 5 da tarde o vai buscar às 7 para poder fazer exercício e que delega as refeições e as vacinas só para ter tempo para ela própria faz-me confusão... Mas será que é ela que está certa? Será que devemos pensar no "tudo se cria" e não é por não sermos nós a estar com eles que vai fazer diferença?
Não sei, sinceramente não sei... Tem que haver um equilíbrio, mas como qualquer ponto de equilíbrio é difícil de alcançar!
Imagem aqui

6 comentários:

Princesa sem Reino disse...

Gostava de te dizer que sei onde fica o ponto de equilíbrio, mas não sei. A maior parte das vezes, acabo por vestir uns jeans e a primeira camisa que me cair nas mãos... Mas gostava muito de voltar a ter tempo para ir ao ginásio, correr, vegetar no sofá, cuidar de mim, sem que ir ao cabeleireiro ou à manicure me pareça crime digno de pena capital. Mas não tenho a resposta para onde fica o ponto de equilíbrio. E duvido que a maior parte das Mães a tenha...
beijinhos

MissBlueEyes disse...

Foi-me tão difícil adaptar à vida de Mãe.

Mas neste momento, e desde que ele nasceu que eu passei para segundo plano, e não, mesmo com horas perdidas de noite nunca me apeteceu atira-lo pela janela, mas pensei muitas vezes que não devia ter tido filhos.

Agora também me arranjo, tb vou ao cabeleireiro, tb vou ao ginásio, enquanto estiver desempregada. Porque assim que começar a trabalhar, as coisas mudam, e ele vai ser SEMPRE a minha prioridade. Eu com menos celulite sou mais feliz, claro que sim, mas não vou "roubar" tempo ao meu filho, o nosso ritual é sagrado! Mas depois da 20h, hora que ele vai para a caminha, ai talvez dê tempo. Agora é conciliar tudo com o marido, nunca com o tempo do meu filho.

Ri_GilMata disse...

Também penso nisto, às vezes. Confesso que tenho alguma inveja das pessoas que têm condições financeiras para pagar a uma empregada para fazer o trabalho doméstico. Tenho mesmo. Porque não é o meu filho que me consome: é a roupa, a louça, o jantar, a sopa, a casa de banho, o lixo, passar a ferro. E amanhã começar tudo de novo. Se eu tivesse quem me tratasse da casa, acho que conseguia ter tempo para tratar de mim e do meu bebé, e estar linda, arranjada, cheirosa, com as olheiras bem disfarçadas... Ou seja, acho o teu texto muito interessante mas eu ponho a tónica não entre nós e os bebés... mas entre nós e as casas... :) Amiga, tenho a certeza que consegues encontrar o teu equilíbrio :) Eu já encontrei o meu: não há equilíbrio e é a casa que perde sempre!! :D

Full-time Mom disse...

Concordo bastante com a Ri+John... Mas também sou da tua opinião e faz-me muita confusão aquelas que atiram as crias para creches ou avós para poder ter tempo para si próprias, quando não passam tampo nenhum com os filhos.
E acredito que sermos nós a estar com eles faz TODA a diferença. Eu vejo isso por exemplo na diferença de relação pais-filhos que temos dos meus cunhados. Eu só deixo os meus filhos nos avós quando não posso de todo estar com eles ou levá-los para onde vá. Os meus filhos são super apegados a mim, beijam-me e abraçam-me sem eu pedir, preferem estar sempre comigo... Já eles deixam por tudo e por nada, até os vão pôr nos avós nos dias que estão de folga, ela sai do trabalho às 16h e só os vai buscar a casa da mãe à noite porque lá vai jantar! Os meus sobrinhos tanto lhes dá se os pais estão ou não, nunca os vi perguntar por eles, se os convidamos para ir a um lado qualquer nem olham para trás...
Acho que estarmos com eles o máximo que pudermos faz realmente diferença! É com proximidade e dedicação que se constroem boas relações. :)

PS- A mango tem calças 39! ;)

raquel disse...

Penso nisto tantas vezes... Sem dúvida que tem que haver um ponto de equilíbrio.
Eu gostava de dizer que já tinha encontrado o meu equilíbrio, de te explicar como... Mas ainda não consegui.
A verdade é que o tenho posto sempre em primeiro lugar. Tento não me descurar de mim, do resto das coisas, mas a verdade é que ficam para segundo plano. E mesmo assim é uma correria...
Acho que isto vai entrando nos eixos e cada um à sua maneira e vontade irá estabelecendo rotinas e encontrando o equilíbrio (ou não)... Mas tentando sempre.
Beijinho grande*

Magui disse...

Gostei de ler os vossos comentários... Fazem-me ver que não estou errada... Ainda não tenho o meu ponto de equilibrio, fica a casa sempre a perder, o marido a perder de vez em quando e às vezes fico eu em último... Mas fico feliz de ver que não sou a única a achar que não se roubam horas aos filhos (pelo menos não horas para serem desperdiçadas!)...
Beijinhos a todas

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